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terça-feira, agosto 16, 2011

Os Princípios da Andragogia

De acordo com Waal e Telles (2004), os 5 princípios da Andragogia são:


Autonomia: o adulto sente-se capaz de tomar suas próprias decisões (auto-administrar-se) e gosta de ser percebido e tratado como tal pelos outros.

Experiência: a experiência acumulada pelos adultos oferece uma excelente base para o aprendizado de novos conceitos e novas habilidades.

Prontidão para a Aprendizagem: o adulto tem maior interesse em aprender aquilo que está relacionado com situações reais de sua vida.

Aplicação da Aprendizagem: as visões de futuro e tempo do adulto levam-no a favorecer a aprendizagem daquilo que possa ter aplicação imediata, o que tem como corolário uma preferência pela aprendizagem centrada em problemas em detrimento de uma aprendizagem centrada em áreas de conhecimento.

Motivação para Aprender: os adultos são mais afetados pelas motivações internas que pelas motivações externas. Vale lembrar que as motivações externas estão ligadas seja ao desejo seja de obter prêmios ou compensações seja ao desejo de evitar punições; motivações internas estão ligadas aos valores e objetivos pessoais de cada um.


Fonte: A Andragogia (Knowles). Paula de Waal e Marcos Telles - Junho, 2004 / http://www.andragogiaonline.blogspot.com/

quarta-feira, agosto 03, 2011

Da Andragogia ao Ensino à Distância


Por: J. Edgard Machado, Ph.D.

A aprendizagem é uma experiência universal, que decorre ao longo da vida de qualquer indivíduo. Assim sendo, não se deve entender o fim da escolaridade obrigatória como o fim da aprendizagem, dado que as necessidades de aquisição de conhecimentos e hábitos ocorrem durante toda a nossa existência. Quando o ser humano deixa de aprender, passa a pôr em risco a sua própria capacidade de sobreviver. Enquanto a pedagogia utiliza métodos e meios de ensino inteiramente voltados para as crianças, a andragogia está totalmente relacionada com a aprendizagem dos adultos.

De acordo com Allen Tough, um estudioso sobre as principais motivações dos adultos face ao processo de aprendizagem, “um adulto aprende sobretudo quando não é ensinado”. Isto porque são características gerais da aprendizagem dos adultos as seguintes:

- O estudante adulto aprende melhor quando não precisa confiar na sua memória;

- Consegue aprender através da sua própria atividade, com o material didático que lhe pareça importante para a sua vida quotidiana e utilizando a sua própria experiência;

- Necessita encontrar respostas “certas” à primeira tentativa;

- A prática repetida reforça-lhe os conhecimentos novos;

- Na medida em que o aprendente puder aprender segundo o seu próprio ritmo consegue reter por mais tempo, aquilo que aprendeu.

Alguns educadores afirmam que, na primeira fase da vida adulta, os motivos para o estudo dos adultos estão ligados: à procura de um lar, à criação dos filhos e ao progresso no trabalho. Na meia-idade pode predominar a mudança de ocupação aliada à preparação do futuro dos filhos adolescentes, bem como a consciência de algumas ambições frustradas. Na velhice os motivos mais importantes relacionam-se com o ajustamento salarial face à reforma e ainda ao decréscimo da força física.

Estudando, os adultos procuram empregar construtivamente os seus tempos livres e encontrar uma filosofia de vida que, aparentemente, lhes dê algum significado. O ensino à distância, enquanto modalidade do ensino semi-indireto, bem distinto do ensino presencial (professor/alunos), está intrinsecamente ligado às características gerais da aprendizagem dos adultos, porque o aprendente pode escolher: