segunda-feira, janeiro 04, 2016

Trecho do capítulo do livro: AUTISMO O DIAGNÓSTICO NÃO É O FIM!

Trecho do capítulo: SOCORRO, ESTOU PERDENDO MEU FILHO!



Desconfiando do diagnostico de AUTISMO fui a neuropediatra em Fortaleza, que me encaminhou para uma psicóloga.


Pouco antes da avaliação com a psicológa, havia uma “virose” mal curada que o incomodava, dificultando mais ainda os sonos noturnos. Procurei alternativas naturais para tratá-la... Resolvir então tratar com o chá da vovó: chá de pepaconha (Ipeca) e "misteriosamente" ele melhorou em todos os aspectos... Principalmente o intestino que antes era hora prisão de ventre, hora diarreia, as estereotipias e os medos também diminuiram... E para a minha surpresa, iniciaram as noites bem dormidas... Praticamente não acordava mais à noite.
Vivi momentos de alegrias, já que na minha cabeça o fantasma do autismo estava indo embora e surgia uma nova explicação, meu filho era uma criança cristal.
Li dois livros sobre o assunto e comecei a colocar algumas dicas em prática, como optar pela homeopatia, sair com mais frequencia para ter contatos com a natureza, ir a parques, praia e banhos de sol, incluir novos alimentos como castanhas e linhaça e diminuir significativamente a caseína e o glutén.
As palavras voltaram a reaparecer, o vocabulário aumentou e até chegou a repetir uma frase... É da vovó...
A avaliação psicológica foi tranquila, com três encontros. Conversarmos, eu inclusive comentei sobre as crianças cristal. Eu estava animada e otimista e apesar da melhora que o Levi vinha apresentando ele ainda possuia características dentro do TEA.
Após os encontros, recebi o relatório avaliativo que finalizava com a seguinte frase “sugestivo dentro do espectro autista”.
Ao retornar ao neuropediatra fui orientada quanto às terapias tradicionais e a necessidade da inclusão escolar.
No mesmo mês, com dois anos e sete meses, meu filho foi matriculado numa escola que oferecia as condições que ele precisava naquele momento para se desenvolver.
Conversando com a coordenadora de inclusão da escola, optamos colocá-lo no infantil 1, mesmo tendo dois anos e hoje acho que foi uma escolha acertada.
Sua adaptação foi lenta e progressiva, inicialmente não permitia ficar descalço no parquinho onde tinha areia, tinha dificuldade em participar das atividades...
Como ele voltou a evoluir em todos os aspectos em janeiro de 2014 fui ao posto atualizar a carteira de vacinação, foram 3 (três) vacinas de uma vez e posteriormente vieram às reações como febre e seguidamente um processo infeccioso, piora e uso de antibióticos. Iniciou-se um processo de regressão, sua fala voltou a cessar, as palavras conquistadas sumiram e apesar de sutil reapareceram as estereotipias, juntamente com a dificuldade de interação, e outras atitudes ou faltas dela que no momento não lembro.
Com o uso da medicação ficou claro que meu filho estava sofrendo de refluxo e fomos orientados a iniciar uma dieta sem leite e sem glúten, agora sem furos... Uma melhora não muito significativa voltou... Reiniciei a pepaconha, mas dessa vez os ganhos não foram os mesmos, sua fala não voltou a desenvolver.

Um comentário:

eupoeta3 disse...

Olá Ana,tudo bem
Que massa seu blog.Vc costuma postar notas nele?
Abraço fraterno.
Waleska Frota.